Artigo de 1998 em que Moraes relata a força do isolamento!


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Quem tem ódio pela humanidade, tem por si mesmo também, e por ser um defensor da misantropia vive isolado, em confinamento constante, mesmo no sexual provavelmente, por viver longe de seus semelhantes, logo, suas criticas de pura inveja sempre atribuirão ao humano mais destemido que conheça seu veneno inconsistente de suas invertidas, porque vive em si mesmo, ou seja, aversão geral ao gênero humano por desconfiança doentia generalizada.

Um exemplo clássico foi Ptolomeu, o misantropo, que viveu toda a sua existência material em solidão de profundo isolamento no monte Cáucaso.

As mulheres, em percentual mínimo, e os covardes, são os mais acometidos pela doença, que caracteriza essas pessoas, e que acabou levada ao interesse público como uma grande peça teatral nos salões de Paris, na alta sociedade parisiense da corte de Luís XIV.

E, seus possuidores, são conhecidos como: misantrópicos, insípidos, inacessíveis, intratáveis, atormentados, fuscos, anuviados, abetomados, e tantos outros, que somente eles sentem aversão constante à sociedade.

Essas pessoas, não costumam receber ninguém por viverem monacalmente, ainda, que cortês possam transparecer como inteligentes, mesmo assim, são considerados pelos que conseguem ter pena dos mesmos, como esquisitos e misantropos carentes.

Ao fazer uma releitura do clássico - O Misantropo – que se consagrou como drama, revoltei-me com a hipocrisia de colegas que amo e que nunca percebem a causa de seus desconfortos para com a sociedade, mesmo quando estão apenas conversando com seus pares, no paradoxo e irônico mundo deles e em eles mesmos.

A obra supra, narra também, desventuras e embates em cinco atos de uma personalidade melancólica de Alceste para com Celimene, tudo em visão, quixotesca e utópica, que não resistem  mais ao mundializado novo mundo da aproximação humanística, partindo assim os possuidores do perfil, para o isolamento que permeia seus mundos que não funcionam, e do qual não se livram como bem descreveu no meu humilde modo de entender Jean Poquelin.